
C'est l'amour
Gente, querer parafrasear os Carpenters em nickname de MSN é um sinal do fim dos tempos! Pior que isso, só se imaginar sacramentando a amarração com o moçoilo (porque sempre tem um bofe por trás de música dos Carpenters) com direito a churrasco na laje e buquê de rosas artificiais com gotas de "orvalho" feitas com cola quente. É, porque isso não é casório, é amarração, feita na boca do sapo, com bode, galinha preta e farofa.
Gente, amor é uma coisa bizarríssima, né?
Depois que passa, a única coisa que fica é: COMO EU PUDE FAZER/QUERER ISSO???
E tudo o que resta é uma vergonha imensa pelos apelidinhos idiotas, pelas brincadeiras infames, pelo carinho sem noção na frente dos amigos (porque o namoro acaba, a zuação não).
É, fico por aqui ouvindo apenas minha consciência, que pelo menos não acaba com um versinho altamente encorajador para as cagadas amorosas de fim de noite.
Viva o amor!
Viva o terror!
Viva o furor!
Viva o Millôr!
Viva o tarô!
Viva o ofurô!
Agora acabou!
Ao som de...: Comme Restus - Xamome António
terça-feira, 20 de outubro de 2009
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Conceitos...
Sou gordinha, tinjo o cabelo de vermelho, sou nariguda, não uso maquiagem, me visto como gosto (leia-se às avessas do que todo mundo pensa que eu devo vestir), falo o que penso, dou no primeiro encontro, detesto convencionalismos linguísticos do tipo "senhor e senhora", bebo pra caralho quando acho que devo beber, choro na frente de qualquer um, grito à vontade, amo sem vergonha, odeio sem pudores.
Não sou negra e minha veia judaica é quase imperceptível (salvo pelos meus gritantes traços semitas), mas sofro nessa vida.
É lindo pregar que racismo é desumano e acabar com a autoestima da gordinha da escola, do cara tímido da faculdade, do gago do trampo.
Prega-se o fim de uma sociedade baseada em cores e etnias, mas muitos deixam de trabalhar por uma tatuagem, um mero cabelo vermelho ou apenas pelo visualmente incômodo sobrepeso.
A normalidade é cruel, repressiva e descriminatória.
Autenticidade é louvável apenas se enquadrada nos padrões aceitáveis da honorável sociedade.
Engulam seus ternos, hipócritas imundos. Enfiem sua educação no rabo, demagogos obtusos e emoldurados.
Segurem as rédeas da sociedade putrefata e espere que ela os enforque como galinhas pro almoço de domingo.
Ao som de...: Spread your wings - Queen
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Pedra é pão e pão é pedra
Nem só de pão vive o homem.
Na falta de pão, vive-se de qualquer coisa; esperança, pinga, pedra. Me dá uma moeda - pede o indigente, caminha pelas ruas incógnito, paradoxal, tão invisível quanto incômodo.
Moeda? Não se compra mais pão com moeda. Quer uma bala? Tenho aqui.
Foi-se o tempo em que era feliz quem tivesse o pão nosso de cada dia.
Hoje nem se sabe mais quem é feliz.
Ou talvez apenas seja feliz quem menos se espera.
O menino de 12 anos, viciado em crack, fora convidado a ir para uma cama quente, com chuveiro quente, cuidados e pizza. Não tinha crack. Nada feito.
Nem só de pão vive o homem. Nem de pizza, salmão ou mortadela.
Nem de pedra ou de pinga.
Vive de bala, de um jeito ou de outro.
Ao Som de...: TNT - AC/DC
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domingo, 19 de julho de 2009
Que bonito é...
Dizem que o Brasil é o país do futebol-arte, exportamos jogadores para o mundo todo e somos os únicos pentacampeões. Apesar das evidências, digo, com muito pesar, que nosso grande esporte cria criaturas altamente anti-esportivas. Fabricamos jogadores de futebol, exportamos aspirantes a ególatras deslumbrados e, ao fim do ciclo, nos regurgitam contas bancárias multimilionárias e exemplos deturpados para a juventude e para a imagem do Brasil perante o planeta. Esporte é (ou era, ou deveria ser) sinônimo de disciplina e de auto-controle. Músico pode ser boêmio, jornalista pode encher a cara e viver caído, jogador de futebol não. Jogador de futebol tem, sim, que ficar concentrado. Tem sim, que preservar o corpo. Tem, sim, que obedecer as regras do jogo e seu comandante. De alguma forma é preciso justificar seus salários exorbitantes - mesmo no Brasil, muito acima de profissionais que passam anos atrás dos livros, e isso se faz com gols, com qualidade de jogo, com disciplina que evita birras entre time e arbitragem, com esforço pelo coletivo.
E de que adianta fabricarmos os melhores do mundo se aqui dentro não conseguimos bons resultados, se os profissionais da bola se comportam como verdadeiras prostitutas e, por este motivo não se comprometem com a equipe, com a torcida, não há ligação emocional, ou afinidade, sequer. Seu comprometimento é com os bolsos, e um exemplo claro disso são as trocas de nome feitas, ah...pobres ignóbeis, justamente na frente da imprensa, os grandes lobos maus! Sociedade Esportiva Corinthians, né, Magrão?
Fabricamos e exportamos porta-chuteiras em massa, mas também damos às crianças o exemplo de efemeridade, superficialidade, falta de princípios e deturpação de valores vinda da supervalorização do lucro. Me chamem socialista, utopista, maluca, o que quiserem, mas, particularmente, sinto pena ao ver uma criança dizer que quer ser jogador de futebol e sinto, mais ainda, nojo do incentivo a este tipo de valorização.
Amo futebol, torço pelo meu time - que, grazie a Dio, tem o profissional mais íntegro do futebol brasileiro - São Marcos de Palestra Itália, que ao lado de Rogério Ceni nos faz crer que ainda há quem nos faça sentir orgulho de torcer, mas espero que a próxima geração de jogadores venha com profissionais de verdade, e não putinhas de gramado.
Ao Som de...: Scream and Shout - Dr. Sin
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
Free as a bird
Dia dos namorados é terrível. Especialmente para quem termina relacionamentos um dia antes deste dia nefasto, em que tudo é caro, cheio e insuportavelmente enfeitado com corações. Pior que dia dos namorados, é saber que essa nefastidão não acaba com a meia noite do dia 12.
Relacionamentos são difíceis. Cada vez mais, uma vez que parece que estamos desaprendendo a conviver. É, eu sei que é clichê e, ao contrário do que parece, não vou culpar a internet, a televisão, a tecnologia, Bill Gates ou the United States of America (tá, eu sei que esse não tem muito a ver, mas já que é o culpado de tudo mesmo...). Porque depois que um infeliz resolveu colocar a culpa dos nossos problemas de sociabilidade na tecnologia a moda pegou e tudo ficou muito mais fácil para nós, seres umbilicais.
Mas a verdade é que depois que ganhamos a liberdade para nos relacionarmos como e com quem quisermos a coisa ficou bem difícil, minha gente. Porque pode nos parecer horrível a coisa toda de nascer com a vida esquematizada: crescer, estudar, na maior parte das vezes herdar o ofício dos pais, para as mulheres se casar e ter filhos, mas aprendia-se a lidar com o marido nem sempre escolhido por vontade própria, com a profissão que nem sempre era a se seus sonhos. Tudo estava seguro e era a coisa certa. Mas essa tal liberdade, ah, essa hiena que nos come a carniça e ainda ri, com seu leque de possibilidades infinitas que sempre nos deixa pensando: "será que era isso mesmo?". Será que estou na profissão certa? Será que essa pessoa é boa para mim? Será que sou uma boa pessoa? A liberdade também nos traz incertezas, insegurança e a pluralidade de conceitos nos coloca a maior prova em xeque - qual é a coisa certa?
O que é certo? O que é bom e o que é ruim? Quem é bom e quem não é? Existe mesmo o sapato velho para o pé descalço ou será que é preciso pegar um sapato apertado e fazer com que ele laceie?
A possibilidade de escolha é uma dádiva mal aproveitada. Algo pelo qual lutamos tão duro, que nos esquecemos de aprender como usar. Chegou sem manual de instruções e hoje é, possivelmente, o ganha-pão de muitos psicólogos e psiquiatras por aí.
A incerteza hoje é nossa única certeza e com a liberdade irrestrita estamos cada vez mais presos no cerne de nossa incapacidade de sermos realmente livres.
Ao som de...: Burn - Deep Purple
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Gangue do palhaço volta a atacar na capital
A gangue do palhaço, famosa na década de 90 por sequestrar crianças em portas de colégios e roubar seus órgãos voltou a atacar na madrugada desta quinta-feira, no Gonzaga, capital da cidade de Santos. A quadrilha, formada por um palhaço e duas bailarinas, tentou raptar um menor na avenida do principal cachoeira da cidade, o chuveirinho da Praia do Gonzaga, mas não concluiu a ação ao descobrir que se tratava de um portador de nanismo, também conhecido pela alcunha de anão, que era professor na escola onde a gangue pretendia atacar.
Os membros da gangue, cujo veículo é uma perua kombi, estavam munidos de uma banheira e sacos de gelo para conservar o corpo após a retirada do órgão, além de mini-câmara frigorífica para manutenção do órgão retirado, bisturis e merthiolate.
Segundo o porta-voz do segurança particular da escola pública em que o anão ministra aulas de etiqueta, o ataque da gangue já era esperado e a falta de iniciativa preventiva foi feita para que os meliantes pudessem se revelar.
Entra as bailarinas participantes da Gangue do Palhaço, estava a governadora do Estado do Maranhão, Roseanna Sarney, cuja estadia no estado de São Paulo era supostamente para procedimentos médico contra um aneurisma cerebral. A governadora não se pronunciou sobre o episódio e jura que o roubo de órgãos nada tem a ver com seu atual estado de saúde.
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Porquinho ou lobo mau?
Um elefante incomoda muita gente, um porco gripado incomoda muito mais.
2009 é um ano de provações para o povo do planetinha azul. Crise econômica, gripe do porco, elefante eleito melhor jogador no Campeonato Paulista (imaginem se fosse um javali!). Mas ó cúmulo do absurdo é encontrar um cego careca sentadinho no banco cinza do Metrô, dizendo que se tivesse dinheiro para fazer alguma coisa útil da sua vida faria um tratamento e recuperaria ao menos parte da visão, certo? Errado, o que o cego careca quer mesmo é ter cabelo!
Eu, por exemplo, se tivesse bastante dinheiro, faria álbuns com as notas e as colecionaria carinhosamente enquanto comeria os restos de alface da feira.
Engraçado que com essa coisa de gripe suína a dengue ficou totalmente out.
E por falar em loucura, é engraçado ver como funciona o coração do nosso querido país em forma de coração (ah, com boa vontade até que parece, vá!). Nosso país formado em sua maioria por mistura de negros com brancos, mulatos, indígenas se emociona ao ver criancinhas loirinhas e europeióides morrendo e sofrendo, mas criança de cabeça chata tem mais é que se afogar na lama! Quantas campanhas foram feitas para ajudar as vítimas das enchentes de Santa Catarina? Uma porrada. Quantas para ajudar as vítimas das enchentes do Maranhão (um dos estados mais pobre do país, com 87% de pessoas sem saneamento básico e, para piorar, eternamente à mercê da dinastia Sarney)? Quantas??? Quantas????????????? Pois é, pouquíssimas e muito pouco divulgadas.
É, minha gente, a gripe do porco mata, fode e assusta as autoridades do planetinha azul, mas a gripe do ESPÍRITO DE PORCO, essa mata mais, fode com muito mais gente e, ainda por cima, tem o aval dos 'casca grossa'.
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